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Cirurgia Bariátrica ou Canetas Emagrecedoras: o que é mais eficaz?

A obesidade é uma doença crônica, complexa e cada vez mais comum. O avanço dos medicamentos injetáveis, conhecidos como canetas emagrecedoras, trouxe esperança para muitos pacientes. Ao mesmo tempo, a cirurgia bariátrica continua sendo um dos tratamentos mais estudados e com resultados sólidos.

Mas, afinal: qual dessas opções é mais eficaz?

Como funcionam as canetas emagrecedoras

Os medicamentos mais usados atualmente são análogos do Glp1 (liraglutida e semaglutida) e de glp1 e GIP (tirzepatida). Eles atuam de três formas principais:

  • aumentam a saciedade, fazendo a pessoa comer menos
  • retardam o esvaziamento gástrico
  • ajudam a controlar o metabolismo e a glicose

Em muitos estudos, pacientes chegam a perder entre 15% e 25% do peso corporal em um ano de tratamento.

O problema é que, em geral, os resultados dependem da continuidade do uso. Ao parar a medicação, pode haver reganho de peso.

O que a cirurgia bariátrica oferece

A cirurgia bariátrica, também chamada de metabólica, envolve técnicas como o bypass gástrico e a gastrectomia vertical (sleeve).

Essas técnicas atuam não só na restrição do estômago, mas também em mudanças hormonais que ajudam a controlar a fome e melhorar doenças associadas.

Os resultados médios incluem:

  • perda de 25% a 35% do peso corporal
  • alta taxa de remissão do diabetes tipo 2
  • melhora de hipertensão, apneia do sono e colesterol E mais: mesmo com custo inicial maior, estudos mostram que a cirurgia é mais econômica no longo prazo, justamente porque reduz gastos com medicamentos e complicações da obesidade 【sbcbm.org.br】.

Estudos comparativos: cirurgia x medicamentos

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a cirurgia continua sendo mais eficaz e mais custo-efetiva do que os novos medicamentos para grande parte dos pacientes com obesidade grave.

  • Durabilidade: os efeitos da cirurgia se mantêm por anos, enquanto os medicamentos exigem uso contínuo.
  • Economia: apesar do custo cirúrgico inicial, o tratamento se paga com a redução de comorbidades e menor dependência de remédios.
  • Magnitude: a perda de peso com cirurgia é, em média, maior do que a observada com as canetas.

Isso não significa que os medicamentos não tenham valor. Pelo contrário: eles podem ser aliados, principalmente para pacientes com IMC menor, para aqueles que não têm indicação cirúrgica ou até no pós-bariátrica, em casos de reganho de peso.

Qual escolher?

A resposta não é única. Depende do perfil do paciente, do grau de obesidade, das doenças associadas, do acesso ao tratamento e, claro, da avaliação médica.

  • Obesidade grave + comorbidades → cirurgia tende a ser mais indicada.
  • Obesidade moderada ou paciente que não pode (ou não deseja) cirurgia → medicamentos podem ser opção.
  • Combinação → cirurgia seguida de uso de canetas em casos específicos pode potencializar resultados.

No entanto, é fundamental lembrar que a escolha do tratamento deve ser individualizada. Cada paciente é único, e a decisão deve ser tomada em conjunto com o médico, levando em conta o perfil do paciente, suas comorbidades e suas necessidades específicas.

Conclusão:

A cirurgia bariátrica e as canetas emagrecedoras não são inimigas. Cada uma tem seu papel no tratamento da obesidade. O que os estudos mais recentes mostram é que, para a maioria dos casos graves, a cirurgia ainda é a estratégia mais eficaz e sustentável.

O mais importante é entender que não existe solução mágica: qualquer caminho deve ser acompanhado por equipe médica, com suporte nutricional, psicológico e mudanças de estilo de vida.

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